Aneurismas Viscerais e Periféricos: Definição, Diagnóstico e Tratamento

O que são?

Além da aorta, outras artérias do corpo também podem desenvolver aneurismas. Esses casos são chamados de aneurismas viscerais (quando atingem artérias que irrigam órgãos internos) ou aneurismas periféricos (quando ocorrem nos membros).

  • Aneurismas viscerais: mais comuns nas artérias esplênica, hepática, mesentérica e renal.
  • Aneurismas periféricos: geralmente encontrados nas artérias poplítea (atrás do joelho) e femoral.

Embora menos frequentes que o aneurisma de aorta, podem ser igualmente graves, principalmente pelo risco de ruptura, embolização ou compressão de estruturas vizinhas.

Fatores de Risco

  • Idade avançada.
  • Hipertensão arterial.
  • Doenças do tecido conjuntivo (como síndrome de Marfan e Ehlers-Danlos).
  • Gravidez (no caso de aneurisma de artéria esplênica).
  • Infecções ou inflamações (aneurismas micóticos).

Diagnóstico

Assim como nos aneurismas de aorta, a maioria é assintomática e descoberta em exames de imagem.

  • Ultrassonografia com Doppler: exame inicial útil para aneurismas periféricos.
  • Tomografia computadorizada: exame de escolha para aneurismas viscerais, permitindo definir tamanho e localização.
  • Ressonância magnética: alternativa em casos selecionados.

Quando sintomáticos, podem causar:

  • Dor abdominal ou lombar (viscerais).
  • Massa pulsátil palpável (periféricos).
  • Isquemia aguda nos membros (por trombose ou embolização).

Tratamento

A decisão terapêutica depende do tamanho, sintomas, risco de ruptura e condições clínicas do paciente.

1. Cirurgia Aberta

  • Indicada principalmente para os aneurismas periféricos em situações de emergência (ruptura ou trombose). É feita uma abertura do local afetado, ressecção do aneurisma e reconstrução com prótese ou enxerto (venoso ou sintético).Tem boa durabilidade a longo prazo, menor necessidade de reintervenções mas sua recuperação é mais lenta, há maior risco cirúrgico, especialmente em pacientes com comorbidades.

2. Cirurgia Endovascular

  • Tornou-se a principal opção em muitos centros, especialmente para aneurismas viscerais pela dificuldade de acesso e porte cirúrgico. Por uma punção nas artérias femorais, o cirurgião introduz cateteres para:
    • Exclusão do aneurisma com endoprótese coberta (isolando o aneurisma da circulação).
    • Embolização seletiva (uso de molas ou agentes específicos para ocluir o aneurisma).

São cirugias menos invasivas de recuperação rápida, ideal para pacientes de alto risco com anatomia favorável para esse tratamento. Desvantagens é o risco de recanalização ou necessidade de novos procedimentos.

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