O que é um Aneurisma de Aorta?
O aneurisma de aorta é uma dilatação anormal da maior artéria do corpo humano, a aorta, responsável por levar o sangue do coração para todo o organismo. Essa dilatação ocorre quando a parede da artéria perde sua elasticidade e se enfraquece, aumentando o risco de ruptura. Pode ocorrer em diferentes regiões: aorta abdominal (mais comum) ou aorta torácica. Em muitos casos, é assintomático e descoberto por exames de rotina.
Fatores de Risco
- Sexo masculino.
- Idade avançada (mais comum após os 60 anos).
- Tabagismo.
- Hipertensão arterial.
- Colesterol elevado e aterosclerose.
- Histórico familiar de aneurisma.
Diagnóstico
O diagnóstico geralmente é feito de forma não invasiva, por meio de exames de imagem que permitem visualizar o calibre da aorta:
- Ultrassonografia abdominal – exame simples, rápido e frequentemente utilizado no rastreamento.
- Tomografia computadorizada – fornece medidas precisas do aneurisma e auxilia no planejamento cirúrgico.
- Ressonância magnética – alternativa em casos selecionados.
Tratamento
O tratamento depende do tamanho, localização e evolução do aneurisma, além das condições clínicas do paciente.
- Acompanhamento clínico: indicado para aneurismas pequenos, com exames periódicos de imagem e controle rigoroso da pressão arterial e fatores de risco.
- Tratamento cirúrgico: recomendado em aneurismas maiores (geralmente acima de 5,0–5,5 cm) ou com crescimento acelerado. Pode ser realizado de duas formas:
Técnicas Cirúrgicas para Aneurisma de Aorta
1. Cirurgia Aberta Convencional
É o método tradicional, realizado há várias décadas, com excelentes resultados a longo prazo.
- Como é feita:
- O cirurgião faz uma incisão no abdome (no caso de aneurisma abdominal) ou no tórax (no caso de aneurisma torácico). A aorta é pinçada temporariamente acima e abaixo do aneurisma.O segmento dilatado é aberto, removido ou descomprimido, e no local é suturada uma prótese sintética (geralmente de Dacron ou PTFE), que substitui a porção enfraquecida da aorta.
- Vantagens:
- Tem sua durabilidade comprovada, a prótese tem excelente resistência e raramente precisa ser trocada. Menor necessidade de reintervenções no futuro.
- Desvantagens:
- Procedimento mais invasivo, com maior tempo de recuperação e requer internação prolongada (7 a 10 dias em média). Exige melhor preparo físico do paciente, controle de comorbidades, pois impõe maior estresse cirúrgico.
2. Cirurgia Endovascular (EVAR/TEVAR)
Método mais moderno e minimamente invasivo, indicado em pacientes com anatomia favorável e, muitas vezes, em idosos ou com comorbidades.
- Como é feita:
Pequenas incisões são realizadas na virilha, por onde se introduzem cateteres nas artérias femorais. Por esses cateteres, o cirurgião conduz uma endoprótese (stent-graft) até a aorta, posicionando-a dentro do aneurisma. A endoprótese funciona como um “novo tubo interno”, isolando o aneurisma da circulação sanguínea e prevenindo a ruptura.
- Vantagens:
Menor agressão cirúrgica e, portanto, recuperação mais rápida (alta hospitalar em 2 a 3 dias). Indicado para pacientes de alto risco cirúrgico.
- Desvantagens:
Necessidade de acompanhamento rigoroso com exames periódicos (tomografias anuais) para detectar possíveis complicações, como vazamentos (endoleaks) ou deslocamento da prótese. Maior chance de reintervenções ao longo do tempo, comparado à cirurgia aberta.
Em Resumo
- Cirurgia aberta: mais invasiva, mas durável, indicada para pacientes com bom estado geral de saúde e anatomia desfavorável à técnica endovascular.
Cirurgia endovascular: menos invasiva, com recuperação mais rápida, indicada em pacientes de alto risco ou com anatomia adequada para o implante da endoprótese.
















