Saiba tudo sobre Dissecção Aguda de Aorta

O que é?

A dissecção aguda de aorta é uma emergência grave em que ocorre uma ruptura da camada interna da parede da aorta, a principal artéria do corpo. Isso faz com que o sangue entre entre as camadas da parede da artéria, criando um “falso canal” de circulação.
Esse processo enfraquece a aorta e pode levar rapidamente à ruptura completa ou ainda  diminuir a irrigação dos órgãos colocando a vida em risco

Quais são os sintomas?

Os sintomas aparecem de forma súbita e intensa. Os mais comuns são:

  • Dor muito forte e repentina, descrita como “rasgando” ou “dilacerante”, geralmente no peito, costas ou abdômen.
  • Diferença de pressão arterial entre os braços.
  • Desmaio ou queda de consciência.
  • Falta de ar, sudorese intensa ou sinais de choque em casos graves.

⚠️ Qualquer suspeita exige atendimento médico imediato, pois o risco de morte é alto sem tratamento rápido.

Quem tem mais risco?

Alguns fatores aumentam a chance de uma dissecção:

  • Hipertensão arterial mal controlada (principal causa).
  • Doenças do tecido conjuntivo (como Síndrome de Marfan e Ehlers-Danlos).
  • Aneurisma pré-existente da aorta.
  • Idade avançada.
  • História familiar de dissecção ou aneurisma.

Como é feito o diagnóstico?

O médico suspeita do quadro pelos sintomas e confirma com exames de imagem, como:

  • Tomografia computadorizada (exame mais utilizado).
  • Ecocardiograma transesofágico.
  • Ressonância magnética (em casos selecionados).

Esses exames mostram o local e a extensão da dissecção, fundamentais para definir o tratamento.

Tratamento

O tratamento depende da localização da dissecção:

1. Dissecção tipo A (aorta ascendente – próxima ao coração)

  • Cirurgia de emergência é geralmente necessária realizada pelo cirurgião cardíaco.
  • O cirurgião substitui a parte afetada da aorta por uma prótese sintética.
  • Em alguns casos, pode ser preciso reparar ou substituir a válvula aórtica.

2. Dissecção tipo B (aorta descendente – abaixo da artéria subclávia)

  • Muitas vezes começa com tratamento clínico intensivo, usando medicamentos para controlar a pressão arterial e reduzir a força do coração contra a parede da aorta.

Se houver complicações (como risco de ruptura, dor persistente ou falta de circulação para órgãos vitais), pode ser necessário tratamento cirúrgico aberto com correção do local afetado, ou endovascular, com implante de endoprótese (stent) para reforçar a parede da aorta.

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