O que são?
As telangectasias, conhecidas popularmente como “vasinhos”, são pequenas veias dilatadas, finas e superficiais, que aparecem principalmente nas pernas e no rosto.
- Geralmente têm coloração avermelhada, azulada ou arroxeada.
- Não representam risco grave à saúde, mas podem causar desconforto estético e, em alguns casos, dor leve, queimação ou sensação de peso.
Tratamentos
Existem diferentes formas de tratar os vasinhos. A escolha depende do tipo, tamanho, localização e características da pele de cada paciente.
- Escleroterapia (“aplicação”)
- É o método mais tradicional.
- Consiste na injeção de uma substância esclerosante diretamente dentro do vasinho com uma agulha muito fina.
- Essa substância provoca uma reação controlada na parede da veia, fazendo com que ela se feche e seja reabsorvida pelo organismo.
- Geralmente são necessárias várias sessões para obter o resultado desejado.
- As substancias esclerosantes mais utilizadas são: glicose 75%, polidocanol, ethamolin.
Vantagens:
- Procedimento rápido, feito em consultório.
- Bem tolerado na maioria dos pacientes.
- Resultados estéticos visíveis após algumas sessões.
- Laser Transdérmico
- O laser atua por fora da pele, liberando energia que é absorvida pela hemoglobina (pigmento do sangue).
- Isso gera calor e provoca o fechamento seletivo dos vasinhos, sem necessidade de injeções.
- Indicado especialmente para vasos muito finos ou em áreas de difícil punção.
Vantagens:
- Técnica não invasiva.
- Pode ser usada em associação à escleroterapia.
- Boa opção para pacientes com aversão a agulhas.
Desvantagens:
- Pode ser dolorido para algumas pessoas
- CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy)
Na técnica CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy), o laser transdérmico tem um papel fundamental:
- O laser é aplicado por fora da pele, direcionado exatamente para os vasinhos.
- Sua luz é absorvida pela hemoglobina (pigmento do sangue dentro dos vasinhos).
- Essa absorção transforma a energia do laser em calor, que enfraquece e contrai a parede do vasinho, tornando-o mais fino e mais frágil.
- Logo em seguida, é feita a escleroterapia com glicose dentro do mesmo vasinho. Como ele já foi “preparado” pelo laser, a glicose atua de forma mais eficaz, levando ao fechamento definitivo da veia.
Além disso, o resfriamento da pele (crioanestesia) reduz a dor e protege a superfície da pele do calor do laser, aumentando o conforto e a segurança do procedimento.
Vantagens:
- Técnica moderna e menos dolorosa.
- Resultados estéticos mais rápidos e eficazes em muitos casos.
- Menor risco de manchas na pele em comparação a métodos isolados.
Desvantagens:
· Como o intervalo entre as sessões é maior, o tratamento pode demorar mais para alcançar o resultado final.
Trombose Venosa Profunda (TVP)
A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo de sangue dentro de uma veia profunda, geralmente nas pernas. Esse coágulo pode bloquear a circulação local, causando:
- Inchaço na perna.
- Dor ou sensação de peso.
- Vermelhidão e calor na região.
O grande risco da TVP é que parte desse coágulo pode se soltar e viajar pela corrente sanguínea.
Fatores de risco para TVP
Algumas situações aumentam a chance de desenvolver trombose venosa profunda, como:
- Imobilidade prolongada: ficar muito tempo sentado ou deitado, como em viagens longas ou internações.
- Cirurgias recentes, principalmente ortopédicas (quadril, joelho) ou abdominais.
- Traumas nas pernas ou pelve.
- Gravidez e pós-parto.
- Uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal.
- Idade avançada.
- Obesidade.
- Histórico pessoal ou familiar de trombose.
- Câncer e quimioterapia.
- Doenças que aumentam a coagulação do sangue (trombofilias).
Embolia Pulmonar (EP)
Quando um pedaço do coágulo da perna se desloca e chega aos pulmões, ocorre a embolia pulmonar, uma complicação grave e potencialmente fatal.
Os sintomas mais comuns são:
- Falta de ar súbita.
- Dor no peito, que piora ao respirar fundo.
- Tosse, às vezes com sangue.
- Palpitações e tontura.
⚠️ A embolia pulmonar é uma emergência médica e exige tratamento imediato.
Tratamento da TVP e da EP
O tratamento inicial costuma ser feito com anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e reduzem o risco de novas tromboses.
Em casos selecionados, podem ser usados medicamentos que dissolvem o coágulo (trombolíticos) ou procedimentos para retirá-lo (trombectomia).
Filtro de Veia Cava
A veia cava inferior é a grande veia que leva o sangue das pernas e abdômen até o coração.
O filtro de veia cava é um pequeno dispositivo em forma de “guarda-chuva” colocado dentro dessa veia, com o objetivo de reter coágulos que possam se soltar das pernas, evitando que cheguem aos pulmões.
Quando é indicado?
O filtro não é colocado em todos os pacientes com TVP. Ele é reservado para situações específicas, como:
- Pacientes com contraindicação ao uso de anticoagulantes (ex.: risco de sangramento grave).
- Casos de embolias pulmonares recorrentes, mesmo com tratamento adequado pelo risco de perda da função pulmonar.
Tipos de filtro
- Permanente: permanece indefinidamente na veia cava.
- Removível: pode ser retirado após o período de maior risco, se o médico indicar.
Vantagens e limitações
- Protege contra a embolia pulmonar em pacientes de alto risco.
- Não trata a TVP existente, por isso costuma ser associado a outros cuidados.
- Deve ser acompanhado de perto pelo cirurgião vascular, para avaliar necessidade de manutenção ou retirada.
















