O que é uma fístula arteriovenosa?
A fístula arteriovenosa (FAV) é a forma mais comum e mais segura de acesso vascular para pacientes que precisam de hemodiálise.
Ela é criada pelo cirurgião vascular através de uma ligação direta entre uma artéria e uma veia, geralmente no braço.
Essa ligação faz com que o sangue da artéria, que circula sob alta pressão, passe para a veia, tornando-a mais forte, calibrosa e resistente. Assim, ela pode ser puncionada repetidamente com agulhas próprias para a diálise, sem se romper.
Por que é importante?
A fístula é considerada o “acesso de escolha” para a diálise porque:
- Tem maior durabilidade.
- Apresenta menor risco de infecção comparado a cateteres.
- Proporciona melhor qualidade de diálise.
- Evita complicações graves ligadas ao uso prolongado de cateteres.
Como é feita a cirurgia?
- É um procedimento relativamente simples, realizado com anestesia local.
- O cirurgião faz uma pequena incisão no braço e une uma artéria a uma veia.
- As localizações mais comuns são:
- Punho (rádio-cefálica).
- Antebraço ou braço (braquio-cefálica ou braquio-basilica).
- A cirurgia costuma durar menos de 1 hora e o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte.
Quando pode ser usada?
- Após a cirurgia, a fístula precisa de um período de maturação (em média 6 a 8 semanas) A fístula está pronta para ser usada quando a veia cresceu, está superficial, palpável e com bom fluxo sanguíneo. Nesse período, exercícios simples (como abrir e fechar a mão com uma bolinha) ajudam a fortalecer a fístula.
Cuidados com a fístula
- Nunca medir pressão, coletar sangue ou aplicar injeções no braço da fístula.
- Evitar traumas ou peso excessivo no braço operado.
- Observar diariamente se há sinais de infecção (vermelhidão, dor, calor, secreção).
- Palpar o local: a fístula deve ter uma vibração contínua (chamada “thrill”), sinal de que está funcionando bem.
Quando a fístula não funciona?
Em alguns casos, a fístula pode não amadurecer ou pode obstruir com o tempo. Nesses casos, o cirurgião pode:
- Fazer uma nova cirurgia em outra região do braço.
Realizar procedimentos abertos ou endovasculares (como angioplastia) para desobstruí-la.
















