Telangectasias (“Vasinhos”), o que são e tratamentos

O que são?

As telangectasias, conhecidas popularmente como “vasinhos”, são pequenas veias dilatadas, finas e superficiais, que aparecem principalmente nas pernas e no rosto.

  • Geralmente têm coloração avermelhada, azulada ou arroxeada.
  • Não representam risco grave à saúde, mas podem causar desconforto estético e, em alguns casos, dor leve, queimação ou sensação de peso.

Tratamentos

Existem diferentes formas de tratar os vasinhos. A escolha depende do tipo, tamanho, localização e características da pele de cada paciente.

  1. Escleroterapia (“aplicação”)
  • É o método mais tradicional.
  • Consiste na injeção de uma substância esclerosante diretamente dentro do vasinho com uma agulha muito fina.
  • Essa substância provoca uma reação controlada na parede da veia, fazendo com que ela se feche e seja reabsorvida pelo organismo.
  • Geralmente são necessárias várias sessões para obter o resultado desejado.
  • As substancias esclerosantes mais utilizadas são: glicose 75%, polidocanol, ethamolin.

Vantagens:

  • Procedimento rápido, feito em consultório.
  • Bem tolerado na maioria dos pacientes.
  • Resultados estéticos visíveis após algumas sessões.
  1. Laser Transdérmico
  • O laser atua por fora da pele, liberando energia que é absorvida pela hemoglobina (pigmento do sangue).
  • Isso gera calor e provoca o fechamento seletivo dos vasinhos, sem necessidade de injeções.
  • Indicado especialmente para vasos muito finos ou em áreas de difícil punção.

Vantagens:

  • Técnica não invasiva.
  • Pode ser usada em associação à escleroterapia.
  • Boa opção para pacientes com aversão a agulhas.

Desvantagens:

  • Pode ser dolorido para algumas pessoas
  1. CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy)

Na técnica CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy), o laser transdérmico tem um papel fundamental:

  • O laser é aplicado por fora da pele, direcionado exatamente para os vasinhos.
  • Sua luz é absorvida pela hemoglobina (pigmento do sangue dentro dos vasinhos).
  • Essa absorção transforma a energia do laser em calor, que enfraquece e contrai a parede do vasinho, tornando-o mais fino e mais frágil.
  • Logo em seguida, é feita a escleroterapia com glicose dentro do mesmo vasinho. Como ele já foi “preparado” pelo laser, a glicose atua de forma mais eficaz, levando ao fechamento definitivo da veia.

Além disso, o resfriamento da pele (crioanestesia) reduz a dor e protege a superfície da pele do calor do laser, aumentando o conforto e a segurança do procedimento.

Vantagens:

  • Técnica moderna e menos dolorosa.
  • Resultados estéticos mais rápidos e eficazes em muitos casos.
  • Menor risco de manchas na pele em comparação a métodos isolados.

Desvantagens:

·         Como o intervalo entre as sessões é maior, o tratamento pode demorar mais para alcançar o resultado final.

Trombose Venosa Profunda (TVP)

A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo de sangue dentro de uma veia profunda, geralmente nas pernas. Esse coágulo pode bloquear a circulação local, causando:

  • Inchaço na perna.
  • Dor ou sensação de peso.
  • Vermelhidão e calor na região.

O grande risco da TVP é que parte desse coágulo pode se soltar e viajar pela corrente sanguínea.

Fatores de risco para TVP
Algumas situações aumentam a chance de desenvolver trombose venosa profunda, como:

  • Imobilidade prolongada: ficar muito tempo sentado ou deitado, como em viagens longas ou internações.
  • Cirurgias recentes, principalmente ortopédicas (quadril, joelho) ou abdominais.
  • Traumas nas pernas ou pelve.
  • Gravidez e pós-parto.
  • Uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal.
  • Idade avançada.
  • Obesidade.
  • Histórico pessoal ou familiar de trombose.
  • Câncer e quimioterapia.
  • Doenças que aumentam a coagulação do sangue (trombofilias).

 

Embolia Pulmonar (EP)

Quando um pedaço do coágulo da perna se desloca e chega aos pulmões, ocorre a embolia pulmonar, uma complicação grave e potencialmente fatal.
Os sintomas mais comuns são:

  • Falta de ar súbita.
  • Dor no peito, que piora ao respirar fundo.
  • Tosse, às vezes com sangue.
  • Palpitações e tontura.

⚠️ A embolia pulmonar é uma emergência médica e exige tratamento imediato.

Tratamento da TVP e da EP

O tratamento inicial costuma ser feito com anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e reduzem o risco de novas tromboses.
Em casos selecionados, podem ser usados medicamentos que dissolvem o coágulo (trombolíticos) ou procedimentos para retirá-lo (trombectomia).

Filtro de Veia Cava

A veia cava inferior é a grande veia que leva o sangue das pernas e abdômen até o coração.
O filtro de veia cava é um pequeno dispositivo em forma de “guarda-chuva” colocado dentro dessa veia, com o objetivo de reter coágulos que possam se soltar das pernas, evitando que cheguem aos pulmões.

Quando é indicado?

O filtro não é colocado em todos os pacientes com TVP. Ele é reservado para situações específicas, como:

  • Pacientes com contraindicação ao uso de anticoagulantes (ex.: risco de sangramento grave).
  • Casos de embolias pulmonares recorrentes, mesmo com tratamento adequado pelo risco de perda da função pulmonar.

Tipos de filtro

  • Permanente: permanece indefinidamente na veia cava.
  • Removível: pode ser retirado após o período de maior risco, se o médico indicar.

Vantagens e limitações

  • Protege contra a embolia pulmonar em pacientes de alto risco.
  • Não trata a TVP existente, por isso costuma ser associado a outros cuidados.
  • Deve ser acompanhado de perto pelo cirurgião vascular, para avaliar necessidade de manutenção ou retirada.

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